quinta-feira, 2 de setembro de 2010
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
Outra Parte
“A essência da Criação é uma só. E esta essência chama-se Amor. O Amor é a força que nos reúne de volta, para condensar a experiência espalhada em muitas vidas, em muitos lugares do mundo.
Somos responsáveis pela Terra inteira, porque não sabemos onde estão as Outras Partes que fomos desde o início dos tempos; se elas estiverem bem, também seremos felizes. Se estiverem mal, sofreremos, ainda que inconscientemente, uma parcela dessa dor. Mas, sobretudo, somos responsáveis por reunir de volta, pelo menos uma vez em cada encarnação, a Outra Parte que com certeza irá cruzar o nosso caminho. Mesmo que seja por instantes, apenas; porque esses instantes trazem um Amor tão intenso que justifica o resto de nossos dias.”
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
If You're gone...
I think you're so mean - I think we should try
I think I could need - this in my life
I think I'm just scared - I think too much
I know this is wrong it's a problem I'm dealing
terça-feira, 24 de agosto de 2010
O Teu Olhar
Persigo-te em sonhos onde a beleza do teu olhar me acaricia......

Passam no teu olhar nobres cortejos,
Frotas, pendões ao vento sobranceiros,
Lindos versos de antigos romanceiros,
Céus do Oriente, em brasa, como beijos,
Mares onde não cabem teus desejos;
Passam no teu olhar mundos inteiros,
Todo um povo de heróis e marinheiros,
Lanças nuas em rútilos lampejos;
Passam lendas e sonhos e milagres!
Passa a Índia, a visão do Infante em Sagres,
Em centelhas de crença e de certeza!
E ao sentir-se tão grande, ao ver-te assim,
Amor, julgo trazer dentro de mim
Um pedaço da terra portuguesa!
Florbela Espanca, in "A Mensageira das Violetas"

Passam no teu olhar nobres cortejos,
Frotas, pendões ao vento sobranceiros,
Lindos versos de antigos romanceiros,
Céus do Oriente, em brasa, como beijos,
Mares onde não cabem teus desejos;
Passam no teu olhar mundos inteiros,
Todo um povo de heróis e marinheiros,
Lanças nuas em rútilos lampejos;
Passam lendas e sonhos e milagres!
Passa a Índia, a visão do Infante em Sagres,
Em centelhas de crença e de certeza!
E ao sentir-se tão grande, ao ver-te assim,
Amor, julgo trazer dentro de mim
Um pedaço da terra portuguesa!
Florbela Espanca, in "A Mensageira das Violetas"
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
Inigualável
Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, mas não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo.
E que posso evitar que ela vá a falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história.
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma .
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.
É saber falar de si mesmo.
É ter coragem para ouvir um 'não'.
É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.
Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia vou construir um castelo...
(Fernando Pessoa)
quarta-feira, 14 de julho de 2010
Porque te amo?
Porque te amo?
Se na calada da noite me abandonas,
te escondes tal como sol,
sem mostrares teu rosto.
Porque te amo?
Se em meu relógio conto os minutos, as horas,
os dias em que passas sem me dizer amo-te?
Porque te amo? Não sei!
Meu coração sofre em silêncio,
de um luto quente que me assola,
nas noites frias de verão,
onde a lua sorri tristemente,
e me diz esquece simplesmente.
Porque te amo?
E não consigo esquecer,
o teu sorriso doce e maroto que aprendi a amar.
Porque te amo? Não sei,
amo-te, odeio-te, quero-te, desejo-te,
entre tantas outras coisas,
simplesmente porque em meu peito ficaste presa.
Porque te amo?
Se na calada da noite me abandonas,
te escondes tal como sol,
sem mostrares teu rosto.
Porque te amo?
Se em meu relógio conto os minutos, as horas,
os dias em que passas sem me dizer amo-te?
Porque te amo? Não sei!
Meu coração sofre em silêncio,
de um luto quente que me assola,
nas noites frias de verão,
onde a lua sorri tristemente,
e me diz esquece simplesmente.
Porque te amo?
E não consigo esquecer,
o teu sorriso doce e maroto que aprendi a amar.
Porque te amo? Não sei,
amo-te, odeio-te, quero-te, desejo-te,
entre tantas outras coisas,
simplesmente porque em meu peito ficaste presa.
Porque te amo?
quarta-feira, 23 de junho de 2010
sexta-feira, 18 de junho de 2010
White...the sound of me!
Great artist, a bit like a female James Blunt!
Missy Higgins is a unique individual with a style of her own. She doesnt copy or borrow from others.....she creates and she leads. Shes original and shes clearly a natural and down to earth beautiful human being.
White and unflavoured kisses !
Missy Higgins is a unique individual with a style of her own. She doesnt copy or borrow from others.....she creates and she leads. Shes original and shes clearly a natural and down to earth beautiful human being.
White and unflavoured kisses !
quinta-feira, 17 de junho de 2010
Há palavras que nos beijam
Como se tivessem boca.
Palavras de amor, de esperança,
De imenso amor, de esperança louca.
Palavras nuas que beijas
Quando a noite perde o rosto;
Palavras que se recusam
Aos muros do teu desgosto.
De repente coloridas
Entre palavras sem cor,
Esperadas inesperadas
Como a poesia ou o amor.
(O nome de quem se ama
Letra a letra revelado
No mármore distraído
No papel abandonado)
Palavras que nos transportam
Aonde a noite é mais forte,
Ao silêncio dos amantes
Abraçados contra a morte.
Alexandre O’Neill
Como se tivessem boca.
Palavras de amor, de esperança,
De imenso amor, de esperança louca.
Palavras nuas que beijas
Quando a noite perde o rosto;
Palavras que se recusam
Aos muros do teu desgosto.
De repente coloridas
Entre palavras sem cor,
Esperadas inesperadas
Como a poesia ou o amor.
(O nome de quem se ama
Letra a letra revelado
No mármore distraído
No papel abandonado)
Palavras que nos transportam
Aonde a noite é mais forte,
Ao silêncio dos amantes
Abraçados contra a morte.
Alexandre O’Neill
terça-feira, 8 de junho de 2010
terça-feira, 1 de junho de 2010
segunda-feira, 24 de maio de 2010
Eles nem sabem nem sonham...
"Eles não sabem que o sonho é uma constante da vida
tão concreta e definida como outra coisa qualquer,
como esta pedra cinzenta em que me sento e descanso,
como este ribeiro manso em serenos sobressaltos,
como estes pinheiros altos que em verde e oiro se agitam,
como estas aves que gritam em bebedeiras de azul.
Eles não sabem que o sonho é vinho, é espuma, é fermento,
bichinho álacre e sedento, de focinho pontiagudo, que fossa
através de tudo num perpétuo movimento.
Eles não sabem que o sonho é tela, é cor, é pincel, base, fuste, capitel,
arco em ogiva, vitral, pináculo de catedral, contraponto, sinfonia,
máscara grega, magia,que é retorta de alquimista, mapa do mundo distante,
rosa-dos-ventos, Infante, caravela quinhentista, que é cabo da Boa
Esperança, ouro, canela, marfim, florete de espadachim, bastidor,
passo de dança, Colombina e Arlequim, passarola voadora, pára-raios,
locomotiva,barco de proa festiva, alto-forno, geradora, cisão do átomo,
radar, ultra-som, televisão, desembarque em foguetão na superfície
lunar. Eles não sabem, nem sonham, que o sonho comanda a vida, que
sempre que um homem sonha o mundo pula e avança como bola colorida
entre as mãos de uma criança.”
rosa-dos-ventos, Infante, caravela quinhentista, que é cabo da Boa
Esperança, ouro, canela, marfim, florete de espadachim, bastidor,
passo de dança, Colombina e Arlequim, passarola voadora, pára-raios,
locomotiva,barco de proa festiva, alto-forno, geradora, cisão do átomo,
radar, ultra-som, televisão, desembarque em foguetão na superfície
lunar. Eles não sabem, nem sonham, que o sonho comanda a vida, que
sempre que um homem sonha o mundo pula e avança como bola colorida
entre as mãos de uma criança.”
António Gedeão, Pedra Filosofal, In Movimento Perpétuo, 1956
terça-feira, 18 de maio de 2010
Estejamos vivos, então!
"Morre lentamente quem não viaja,
quem não lê,
quem não ouve música,
quem destrói o seu amor-próprio,
quem não se deixa ajudar.
Morre lentamente quem se transforma escravo do hábito,
repetindo todos os dias o mesmo trajecto,
quem não muda as marcas no supermercado,
não arrisca vestir uma cor nova,
não conversa com quem não conhece.
Morre lentamente quem evita uma paixão,
quem prefere o "preto no branco"
e os "pontos nos is" a um turbilhão de emoções indomáveis,
justamente as que resgatam brilho nos olhos,
sorrisos e soluços, coração aos tropeços, sentimentos.
Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz no trabalho,
quem não arrisca o certo pelo incerto atrás de um sonho,
quem não se permite,
uma vez na vida, fugir dos conselhos sensatos.
Morre lentamente quem passa os dias queixando-se da má sorte ou da
chuva incessante,
desistindo de um projecto antes de iniciá-lo,
não perguntando sobre um assunto que desconhece
e não respondendo quando lhe indagam o que sabe.
Evitemos a morte em doses suaves,
recordando sempre que estar vivo exige um esforço muito maior do que o
simples acto de respirar.
Estejamos vivos, então!»
Pablo Neruda
quem não lê,
quem não ouve música,
quem destrói o seu amor-próprio,
quem não se deixa ajudar.
Morre lentamente quem se transforma escravo do hábito,
repetindo todos os dias o mesmo trajecto,
quem não muda as marcas no supermercado,
não arrisca vestir uma cor nova,
não conversa com quem não conhece.
Morre lentamente quem evita uma paixão,
quem prefere o "preto no branco"
e os "pontos nos is" a um turbilhão de emoções indomáveis,
justamente as que resgatam brilho nos olhos,
sorrisos e soluços, coração aos tropeços, sentimentos.
Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz no trabalho,
quem não arrisca o certo pelo incerto atrás de um sonho,
quem não se permite,
uma vez na vida, fugir dos conselhos sensatos.
Morre lentamente quem passa os dias queixando-se da má sorte ou da
chuva incessante,
desistindo de um projecto antes de iniciá-lo,
não perguntando sobre um assunto que desconhece
e não respondendo quando lhe indagam o que sabe.
Evitemos a morte em doses suaves,
recordando sempre que estar vivo exige um esforço muito maior do que o
simples acto de respirar.
Estejamos vivos, então!»
Pablo Neruda
quinta-feira, 13 de maio de 2010
sexta-feira, 7 de maio de 2010
quarta-feira, 5 de maio de 2010
Para o meu coração...
Para o meu coração basta o teu peito,
para a tua liberdade as minhas asas.
Da minha boca chegará até ao céu
o que dormia sobre a tua alma.
És em ti a ilusão de cada dia.
Como o orvalho tu chegas às corolas.
Minas o horizonte com a tua ausência.
Eternamente em fuga como a onda.
Eu disse que no vento ias cantando
como os pinheiros e como os mastros.
Como eles tu és alta e taciturna.
E ficas logo triste, como uma viagem.
Acolhedora como um velho caminho.
Povoam-te ecos e vozes nostálgicas.
Eu acordei e às vezes emigram e fogem
pássaros que dormiam na tua alma.
Pablo Neruda
segunda-feira, 5 de abril de 2010
How to live before you die
Stay Hungry. Stay Foolish.
Amei. Não consigo escrever qualquer outra palavra... por isso quero que fiquei aqui registado.
Amei. Não consigo escrever qualquer outra palavra... por isso quero que fiquei aqui registado.
Todos temos as nossas máquinas do tempo. Algumas levam-nos para trás - chamamos-lhes memórias. Outras levam-nos para a frente - são os sonhos.
Jeremy Irons
Eu tendo a achar que a máquina do tempo, tal como o carro, não foi concebida para andar premanentemente em marcha-atrás.
Aliás, o Código da Estrada, no seu artº 46, estabelece que "a marcha atrás só é permitida como manobra auxiliar ou de recurso e deve efectuar-se lentamente e no menor trajecto possível".
Andar para trás na máquina do tempo leva-nos a repetir incessantemente a nossa própria história. E a probabilidade de, fazendo o que sempre fizemos, termos o que sempre tivemos é muito grande.
Que sentido faz esperar resultados diferentes a partir dos mesmos processos?
Revisitar o passado inculca em nós aquilo a que chamamos convicções limitativas. A expectativa, que se vai transformando em verdade inquestionável, de que "não vale a pena", "não funciona", "não resulta".
Quantas oportunidades de sermos bem sucedidos já teremos perdido por nos termos auto-limitado?
Os sonhos movem-nos para a frente. Elevam-nos as expectativas. Criam caminhos. Orientam a nossa bússola interior.
Se sabemos para onde queremos ir, damos os passos certos no presente!
Por isso...sonhem caramba, andem com a cabeça na lua...!
Beijinhos
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